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Indisciplina na Sala de Aula: Uma Questão de Princípios e Valores Éticos

A nossa preocupação com a escola vai muito além do processo de gestão e sua otimização através da tecnologia.

Aqui no Galileu, temos paixão pela educação.

Vivenciamos de perto o dia a dia de nossos filhos e é sempre uma satisfação estar discutindo e propondo soluções que possam contribuir com professores, funcionários e a equipe escolar.

O tema “indisciplina na sala de aula” é recorrente, está longe de ter uma solução definitiva.  

São muitas as variáveis que interferem na dinâmica de uma sala de aula, tendo o professor como mediador de todo o processo de ensino-aprendizagem e cabe, quase que exclusivamente, a ele a responsabilidade de equacionar esse fenômeno.  

A cada ano que passa, a situação de indisciplina na sala de aula parece que vem se acentuando.

Ao mesmo tempo vemos também que há uma corrosão nos princípios, valores éticos e morais que dão sustentação às famílias, as instituições e ao bom convívio social.

Acreditamos que, empresas que possuem uma cultura organizacional sólida, aqui inserimos as instituições escolares, têm menos chances de verem seus valores corroídos ao longo dos anos.

É nessa pegada que vislumbramos uma luz no fim do túnel, que pode mitigar o fenômeno da indisciplina que tanto perturba professores, os pais e toda a comunidade acadêmica.

Segundo o Prof. Dr. Ulisses Ferreira de Araújo, professor de Psicologia da Universidade de São Paulo, presidente da PAN-PBL – Association of Problem-Based Learning and Active Learning Methodologies, a indisciplina e a violência não são problemas isolados.

A raiz de tudo está na própria concepção do que é educação, de qual o papel da escola na sociedade e de como devem ser constituídas as relações professor/aluno em um mundo que se conscientiza da importância da liberdade, da justiça e do respeito aos direitos e deveres individuais e coletivos.

Na sua visão, a indisciplina é um fenômeno complexo.

Em uma perspectiva multidimensional, a indisciplina pode ter múltiplas causas, internas e externas à escola.

O Professor Celso Antunes, consagrado escritor, é bastante incisivo quando o assunto é indisciplina em sala de aula e, para mostrar a sua visão sobre o tema, cita um monologo do poeta Eduardo Alves da Costa: “se queremos disciplina no lar em que vivemos, se desejamos disciplina na sala de aula que administramos, desde o primeiro momento, desde a primeira oportunidade, devemos ter a dignidade e a hombridade de dizer um não. Não um não porque não, não aquele não autoritário, mas aquele não com firmeza, de que regras existem e precisam ser cumpridas.”.

Segundo Antunes, “regras não são fenômenos biológicos que trazemos ao nascer, regras se aprende, regras são impostas. A hora que você abolir as regras, acabou o futebol, acabou o vôlei, acabaram as relações interpessoais, portanto, o tema disciplina e indisciplina em sala de aula merece uma abordagem, mas que fiquemos bem claros, tudo depende de regras claras e de cumprimento das regras, sem autoritarismo e sem bronca, porque quem ensina regras, mais do que ensinar conteúdos, ensina a viver.

Para Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da USP e Coautor dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) – sobre Temas Transversais, “os nossos alunos precisam mais é de princípios e não só de regras”.

Na sua visão, para vencer a indisciplina na sala de aula, a escola precisa investir na formação dos valores morais e éticos, no convívio entre alunos, professores, funcionários e a comunidade.

Para ele a escola tem a responsabilidade e o dever de formar cidadãos éticos.

La Taille, defende que a escola deveria ter estratégias planejadas e conscientes para trabalhar essa questão. Mas normalmente não tem. O que elas têm em excesso são regras.  O que pode e o que não pode está escrito, muito bem destacado, no regimento interno da escola. 

Segundo La Taille, nove em cada dez professores reclamam que as salas de aula estão cada vez mais indisciplinadas e que é preciso dar um basta.

Para resolver o problema, grande parte das escolas recorrem a regras de controle e punição.

La Taille questiona a criação de leis e mais regras para coibir algo que o bom senso por si só deveria banir. 

Quando extrapola a sala de aula e foge ao controle do professor, a indisciplina leva a um processo vicioso e cíclico, quando a única solução que a escola vê é a aplicação de sanções ou criação de novas regras.

Neste sentido, La Taille propõe que, ao invés de a escola criar mais regras ela deveria nomear seus próprios princípios morais e éticos.

Também não basta tê-los guardados numa gaveta ou simplesmente estampados em um quadro ou na internet, é necessário deixar claro aos pais e alunos quais são esses princípios e defendê-los com unhas e dentes.

O corpo docente e a equipe escolar, sem exceção, precisam estar alinhados com estes princípios e praticá-los no dia a dia.  

As instituições, em particular as escolas, e a sociedade de um modo geral, têm a responsabilidade de formar cidadãos éticos.

Uma escola precisa fazer valer os seus princípios, os quais devem sedimentar todo o seu processo de gestão, cultura organizacional e sua relação com a sociedade.  

Para sair da dimensão teórica e fazer com que a comunidade escolar conheça e pratique esses princípios no dia a dia, é preciso que a escola aborde esses assuntos em sala de aula.

La Taille não vê necessidade de aulas específicas para isso, mas sugere que a transversalidade é uma opção mais eficiente, pois simultaneamente, os temas serão abordados por diferentes professores, o que facilita a compreensão e conscientização dos alunos e demais atores da escola.

Neste caso, os pais ou responsáveis poderão participar através da lição ou tarefa de casa, onde os assuntos podem ser abordados e discutidos.

Dessa maneira, temas como ética, liberdade, respeito, igualdade, justiça e dignidade, premissas básicas que sustentam qualquer declaração de princípios, estarão na pauta de estudos das crianças, no ambiente de suas casas e na escola.

Considerações Finais

A educação socioemocional, um dos pilares da BNCC, Base Nacional Comum Curricular, aprovada em 2017 para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, e em 2018, para o Ensino Médio, deve servir de alicerce para um trabalho mais aprofundado quando consideramos, especialmente, a AMABILIDADE uma de suas cinco macrocompetências.

A amabilidade é composta pela EMPATIA, RESPEITO E CONFIANÇA, que são princípios importantes, os quais, no caso das escolas, devem ser adicionados no processo de educação transversal.

Embora a questão da indisciplina na sala de aula seja endêmica nos tempos atuais, um desafio permanente na escola, principalmente para o professor, é de suma importância que haja muito diálogo e parceria entre família e escola para que os princípios e valores morais sejam assimilados e praticados pelas crianças e adolescentes.

Ninguém nasce sabendo, a ética é um atributo que deve ser ensinado e praticado pela escola na interação entre professor, aluno, funcionários e equipe pedagógica, afirma La Taille.   

A luz no fim do túnel, a que nos referimos lá atrás, é exatamente isto, ou seja, a saída que vislumbramos é ensinar princípios e valores para as crianças e adolescentes. 

As regras são importantes, como afirma Celso Antunes, sem elas não há possibilidades de coexistência do ser humano em sociedade, e precisam ser cumpridas.

Antes da escola exigir ou impor o cumprimento de uma regra, é imperativo que todos os atores que compõem a comunidade escolar, como professores, coordenadores, diretores e demais funcionários, podemos incluir aqui também os pais, conheçam e pratiquem aqueles princípios e valores que fazem parte da cultura organizacional da escola.

A indisciplina em sala de aula é um desafio que precisa de uma atenção permanente por parte da escola e, em especial, pelo professor.

A cada ano se apresenta com uma nova cara, pois as turmas têm características diferentes e únicas.

É evidente que, ações isoladas não surtirão o efeito desejado.

Escola e família precisam se dar as mãos com o propósito de praticar e vivenciar esses princípios e valores.

O que irá atenuar esse fenômeno é o exemplo praticado pelos adultos, que é observado e assimilado pelas crianças antes das regras ou normas estabelecidas.

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