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Lição de Casa e Sua Importância Para o Desenvolvimento da Aprendizagem

A lição de casa é um instrumento essencial para o desenvolvimento da aprendizagem, uma vez que possibilita ao aluno mais conhecimento de si mesmo, de suas possibilidades, habilidades e limitações.

Responsabilidade, autonomia, proatividade e iniciativa são outros atributos importantes, despertados com as tarefas feitas em casa.

A lição, dever ou tarefa de casa deve ser factível, ou seja, deverá contemplar aquilo que foi dado em sala de aula, na perspectiva de que a criança poderá realizá-la sem ajuda de um adulto.

É claro que poderá haver uma ou outra questão mais desafiante, até para que a criança aprenda a superar dificuldades.

A família, em parceria com a escola, tem o papel fundamental de dar todo o poio e incentivo à criança. Não significa fazer o dever de casa para ela, mas fazer as intervenções pontuais, organizar um local adequado com iluminação e tranquilidade para que a criança possa se concentrar nas tarefas.

São antigas as discussões a respeito do quão importante é a lição de casa.

Apesar de pais e educadores concordarem com a relevância desta atividade, muitas crianças a consideram como uma obrigação nenhum pouco prazerosa.

Desse modo, são muito comuns atritos entre pais, alunos e professores sobre o dever ou tarefa de casa.

A ciência da aprendizagem, a Neurociência Cognitiva, nos diz que a lição de casa é realmente importante para um aprendizado eficaz, além de turbinar o desempenho da criança.

Na lição de casa, a criança tem a oportunidade de fazer uma revisão dos conteúdos trabalhados em sala de aula, em seu ritmo natural, perceber detalhes, pensar sobre suas dificuldades, fazer e refazer as tentativas para resolver variadas situações ou problemas.

Tudo isto faz parte do processo fundamental para que ocorra o aprendizado.

Segundo a neurociência, aprender significa memorizar.

Para que a aprendizagem seja eficaz, é necessário que as informações recebidas pela memória de curto prazo sejam armazenadas na memória de longo prazo. Isto é, o conteúdo visto pelo aluno, em sala de aula, é capturado pela memória de curto prazo e, para seguir para a memória de longo prazo, o aluno precisa praticá-lo enquanto ele ainda está fresco na cabeça.

Em outras palavras, para que um conteúdo seja considerado aprendido pela criança significa que este tenha sido memorizado, ou guardado na memória de longa duração.

Assim, quanto mais uma criança se dedica aos estudos de um conteúdo, suas chances de aprendizado e ou memorização são muito maiores.

A literatura demonstra que é muito complexo o processo de aprendizagem ao qual todos nós passamos no dia a dia e durante a vida toda.

É necessário que a aprendizagem que tem início na sala de aula seja continuada em casa, num horário adequado para a criança, com a lição de casa.

Apenas desta maneira a criança terá condições mais eficientes de praticar o conteúdo já trabalhado e poderá seguir em frente para as fases seguintes do conhecimento adquirido.

Para Ciomara C. R. Carvalho, professora e coordenadora pedagógica há 25 anos, não aprendemos por repetição mecânica e descontextualizada, mas pelo significado que atribuímos ao conteúdo estudado, pela capacidade adquirida para poder compreendê-lo, pelo seu uso nas situações de vida, pelo envolvimento que podemos ter com o objeto estudado. 

O hábito de estudo, ou melhor, o gosto pelo estudo é adquirido quando o aluno experimenta o desejo de conhecer.

Dessa forma, o papel do professor é fundamental, ele tem a missão desafiadora que é despertar no aluno o desejo pelo conhecimento em geral, do outro e de si mesmo. 

Neste sentido, Vitor Henrique Paro, professor titular da PUC-SP e doutor em educação pela USP, afirma que, “no despertar para o desejo de conhecer e ou aprender o aluno se tornou sujeito do processo de aprendizagem, então, aí sim o aluno começa a aprender, ou seja, ele só aprende, de fato, quando quer”.

Estudo realizado pela Fundação Lemann cruzou os resultados da Prova Brasil de 2007 com as respostas do questionário preenchido pelos alunos que prestaram o exame.

A conclusão foi que, entre os estudantes do 5º ano que assumiram que nunca e quase nunca faziam a lição de casa, apenas 8% tiveram desempenho adequado em Matemática e Língua Portuguesa.

Já os que afirmaram realizar as atividades sempre e quase sempre, cerca de 30% tiveram boas notas.

Em outro estudo, para 43,2% dos alunos que não realizam a lição de casa apresentam os piores desempenhos nos estudos.

Estas são amostras que reforçam a necessidade das escolas e sua equipe pedagógica investirem um tempo razoável para a preparação e organização destas atividades dentro do planejamento pedagógico.

Este é um capítulo importante que merece um olhar atento por parte da equipe, pois as tarefas, como evidenciam a literatura, são a mola propulsora do aprendizado e acrescenta um valor enorme na vida do estudante.

Na visão de Vitor Henrique Paro, estes valores reforçam a concepção do “aluno como sujeito de seus saberes”, mas para isso, estas tarefas precisam ser rigorosamente bem elaboradas, trabalhadas em conformidade com que foi dado no ambiente da sala de aula.

Segundo Tânia Resende, doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “As lições precisam ser incluídas na formação docente e no planejamento do professor para ser devidamente elaboradas e adequadas ao nível de cada turma“.

A lição de casa constitui um momento de consolidação do aprendizado, não pode ser pensada como uma atividade apenas para preencher o tempo do aluno.

Em sintonia com que defende Vitor Paro, que coloca o aluno como protagonista de seu próprio saber, Ciomara C. R de Carvalho sugere que o professor oriente o aluno sobre os procedimentos e organização de como “aprender a estudar”, sendo esta, uma ótima atividade de lição de casa.  

Além da orientação do professor, que passa para os alunos diferentes possibilidades de como estudar, Ciomara propõe ainda que o aluno crie procedimentos de estudos e os socialize com os colegas.

Esta é uma prática pedagógica formidável, como não há uma receita de bolo que todas as crianças possam copiar e seguir à risca, conhecer as ideias dos coleguinhas de sala pode despertar em cada um a maneira que mais se identifica com a metodologia de estudos.

Como todo o processo, se bem definido e sedimentado na rotina da sala de aula, vai melhorando com o passar do tempo.

O pensador Paulo Freire da educação (1996), ressalta a importância dialógica que deve prevalecer entre professor e aluno, no sentido de uma interação aberta, curiosa e crítica na sala de aula.

Isto possibilita a cada aluno fazer as suas próprias escolhas para que seu aprendizado seja bem-sucedido.

Esta sustentação dialógica tem muito a convergir com o que defende Vitor Paro. À vista disso, o dever ou a lição de casa pode carregar em sua essência uma grande possibilidade de autodesenvolvimento para a criança.

Neste universo da educação, a família é o berço, portanto deve existir um laço que une, família e escola em um único objetivo: a aprendizagem da criança.  

A pergunta mais frequente dos pais é se devem ajudar na lição de casa e, se sim, como devem fazê-lo.

Neste sentido, Ciomara Carvalho orienta que, não há uma resposta absoluta, exata, para esta questão, uma vez que depende de vários fatores.

Em primeiro lugar vamos considerar que a relação que o aluno estabelece com o conhecimento depende, em grande parte, da relação que os adultos, com os quais convive, têm com o conhecimento.  

Desta forma, compartilhar na família experiência de conhecimento trará contribuições importantes para o desenvolvimento intelectual de todos (aqui entra os preceitos defendidos por Lev Vygotsky).

Em segundo lugar, adultos que compartilham com a criança a leitura de um livro, comentam informações de jornais, expõem ideia sobre um tema de interesse, sem dúvidas fazem toda a diferença no seu desenvolvimento.

Com a lição de casa ou qualquer outra atividade escolar não será diferente.

Quando a criança solicita muita ajuda para realizar a tarefa de casa, os pais devem comunicar a escola para que os motivos sejam investigados.

A experiência tem mostrado que, na maioria das vezes, a criança pede ajuda porque tem medo de errar e não suporta a ideia de expor isto ao professor e aos colegas de classe.

A análise dessa situação inclui tanto a percepção das práticas e atitudes do professor e dos colegas diante do erro ou da hipótese da criança, como a percepção dos sentimentos da criança em relação a sua autoexigência ou, às vezes, à exigência da família quanto ao seu desempenho.

A comunicação família-escola é a melhor opção para as dúvidas e dificuldades relacionadas à lição de casa, pois cada situação envolve soluções diferenciadas.

Em relação à participação dos pais nas tarefas de casa, a posição da escola é que não façam pela criança aquilo que ela tem condições de realizar sozinha, mesmo que o produto não corresponda às suas expectativas. 

Considerações Finais

Bem, a lição, dever ou tarefa de casa além de ser uma atividade extraclasse utilizada certeiramente para, como sugere a neurociência da educação, sedimentar e ou fixar o conteúdo que foi trabalhado em sala de aula, considerando que aprender é um processo complexo de memorização, é também, indiscutivelmente, um momento de desenvolvimento das habilidades do aluno que o ajuda a promover sua autoestima, autoconfiança e sua autonomia nos estudos. 

É claro que o fator afetivo e o ambiente construídos em sala de aula, têm de ser levados em conta para que os objetivos de aprendizagem sejam alcançados plenamente. 

O professor que estabelece um vínculo afetivo com a turma fortalece o laço de confiança, não só no ambiente da sala de aula, mas também quando a criança está lá em casa fazendo o seu dever, aquele que seu professor querido passou em sala.

É bom lembrar-se dos ensinamentos de Lev Vygotsky, não se dissocia a afetividade do processo de aprendizagem e ou crescimento cognitivo da criança, tudo está interrelacionado.

A lição de casa, em tempo de pós-pandemia, tem que estar na pauta diária de discussões da escola, com toda a equipe. 

Os estudos demonstram a sua eficácia.

Há uma intrínseca relação de sucesso do aluno com o equilíbrio de exigências das tarefas.  

É claro que o bom senso tem que prevalecer.

O conteúdo solicitado deve ter sido estudado em sala de aula.

Tem que haver uma adequação às necessidades individuais de cada um, dosagem na quantidade e muita, mas muita clareza nas orientações dadas pelo professor.

A razão de ser de uma escola está alicerçada em seu objetivo principal: a aprendizagem do aluno.

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